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A Política Celeste

A POLÍTICA CELESTE

Considerando a natureza da política terrestre verificaremos que muitos companheiros duvidam das verdadeiras posições de utilidade da política no mundo. Antes de tudo, a política é o esforço em encontrar o bem comum, disponível para a harmonia da coletividade, em se tratando das expressões humanas da democracia.

A política deve abrir-se para a participação de todos quanto estejam responsáveis pela construção de alicerces sólidos de uma sociedade mais justa e fraterna.

Mas no mundo espiritual, há uma política de ordem elevada, que sustenta o governo do Cristo na Terra. Trata-se da forma celeste de organizar os acontecimentos na paisagem das experiencias humanas.

Nesta política, não há espaço para o conchavo nem para articulações personalistas, que levem as criaturas a buscar posições e privilégios. Mas, há espaço para a confraternização, com a qual os irmãos de ideal se unem e por processos dialogais, convictos de que todos estão com a intenção de auxiliar a causa maior, estabelecem diretrizes amorosas para as atividades, nas quais estão vinculados.

Na política celeste, não há espaço para as disputas. Ao invés disso existem as concordâncias baseadas no reconhecimento dos valores morais que tangenciam as realizações e proporcionam que as lideranças se manifestem, mediante os princípios de sacrifício e renúncia, na qual estão empenhados.

Na política celestial, não há espaço para manifestações rebeldes ou organizadas em esquemas de deturpação da harmonia geral. Ao invés disso, os assuntos delicados e alguns necessitados de maior esclarecimento são colocados em conselhos deliberativos formado por Espíritos ainda mais compenetrados no bem, os quais, inspirados pelo Evangelho de Jesus Cristo e nos princípios das Leis Morais, depois de considerarem em qual posição deve situar-se a solução fundamental, instituem, eles próprios, o dever de serem os primeiros a se prontificarem no auxílio para o bem ser estabelecido definitivamente.

Como podemos perceber, na política celeste o principal argumento é o sacrifício pessoal. Nele, se faz a bússola inconfundível do amor, da verdade e da justiça.

Estejamos nós, seja na condição de Espíritos desencarnados ou na dos irmãos que transitam temporariamente no corpo a serviço do Cristo, que sob a tutela do mais alto, pensemos bem no dever de realizar os nossos compromissos em sintonia com a política celeste, dando-nos a responsabilidade de promover na atmosfera onde nos situamos, a seriedade com a Lei de Harmonia e o compromisso com a própria consciência, pois, no mundo espiritual não somos considerados pelos cargos que ocupamos ou desocupamos, mas pela boa fluência do amor que soubemos distribuir em toda parte, promovendo o exímio ensino de Jesus que sintetiza a proposta da verdadeira política na alma.

Os meus discípulos, serão conhecidos por muito se amarem.

Honório.

Oração

Amado Senhor!

Luz e compaixão de todos nós.

Pelas estradas da Úmbria ou a caminho de Damasco, em direção a Emaús, ou descendo de Jerusalém para Jericó, por quaisquer estradas que elejamos, reconhecemos em Ti o caminho a verdade e a vida.

Aprender com as experiências, enquanto é tempo. A vilegiatura carnal, estabelece oportunidades indefiníveis. É demonstração de gratidão e justa caridade que jamais devemos desconsiderar.
O verdadeiro ponto final dos nossos esforços na terra, só pode ser considerado no instante do último suspiro e até lá um pensamento voltado ao amor e ao bem supremo pode significar muito, contribuindo com a nossa cota de deveres conscienciais.

Superemos, portanto, contigo, as mazelas de nossas inquietações, os estados acomodatícios de nossas imperfeições, os impulsos de nossas frágeis deliberações e saibamos entregarmo-nos a Ti, sem ressalvas ou condicionamentos, dando-nos a alegria de servir e a imensa ventura de voltarmos para casa do Pai, mantendo-nos fieis até o fim,
Muita paz meus filhos!

(Mensagem psicofônica recebida pelo médium Afro Stefanini II na reunião mediúnica da Federação Espírita do Estado de Mato Grosso em 4 de março de 2019)